Estar atento às novidades é massa, sim, mas você já parou para refletir sobre o valor profundo do que permanece?
Em um mundo acelerado, onde tudo parece passageiro, observar atentamente o que resistiu ao teste do tempo pode ser uma das estratégias mais inteligentes e poderosas para crescer e evoluir nos negócios.
Quando uma marca ou negócio permanece firme, relevante e resistente às turbulências do mercado, significa que há algo especial em seu DNA. Há propósito, consistência e adaptabilidade. São esses ingredientes que transformam empresas comuns em empresas longevas.
Este ano, durante a NRF em Nova York, eu e Caio Camargo fomos além do brilho das inovações, às vezes, passageiras. Dedicamos tempo e energia a entender marcas que atravessam décadas e seguem inovando, como a Greyston Bakery, conhecida por seu modelo inclusivo de contratação, e a Stew Leonard’s, famosa pela experiência marcante e atendimento ao cliente excepcional. Essas marcas não estão apenas sobrevivendo, elas estão prosperando porque compreenderam algo fundamental: inovação não é só sobre criar algo novo, mas sobre evoluir constantemente sem perder a essência.
Um ponto que parece verdadeiro na longevidade é a capacidade de manter sua identidade enquanto se reinventa constantemente. Não é nostalgia, é inteligência estratégica. É reconhecer que o passado tem lições valiosas para o presente e para o futuro, ajudando a filtrar o barulho das tendências efêmeras e permitindo investir no que realmente importa.
Por exemplo, pense nas marcas que você conhece e admira há anos. O que elas têm em comum, além de serem longevas? Elas possuem uma capacidade impressionante de se adaptar às mudanças culturais e tecnológicas sem perder sua essência original. Elas sabem exatamente quem são e qual é o propósito que as move, e é justamente essa clareza que permite evoluir sem nunca se perder.
Outro exemplo são empresas que, mesmo sem grandes recursos financeiros, conseguem construir histórias sólidas, fidelizar clientes e criar comunidades apaixonadas ao seu redor. Essas marcas são geralmente aquelas que têm propósito claro, foco no cliente e uma comunicação genuína e transparente.
Longevidade também tem a ver com relacionamentos. Empresas longevas investem em relacionamentos reais, entendendo profundamente seus clientes e colaboradores. Elas valorizam as conexões humanas e sabem que confiança é construída com o tempo, não da noite para o dia.
Além disso, longevidade implica uma visão de longo prazo. Não se trata de apenas resultados imediatos, mas da capacidade de enxergar e preparar o terreno para o futuro, pensando em ações e estratégias que garantam relevância não só hoje, mas daqui a muitos anos.
Portanto, olhar para trás não significa retroceder, mas sim fortalecer os alicerces para avançar com ainda mais segurança e criatividade.
E você, já identificou quais são as lições mais valiosas do que permanece ao longo do tempo? Já pensou em como aplicar essas lições na sua realidade hoje?
É importante lembrar que não existe uma escolha binária entre o novo e o longevo. Curiosidade é um superpoder que nos permite navegar com inteligência tanto pelas tendências que despontam quanto por aquelas práticas e negócios que resistem e se renovam constantemente. Olhar para ambos os lados, com curiosidade genuína, é a chave para crescer e se destacar de verdade.
Construir o futuro, administrar o presente, respeitar e aprender com o passado, John Furner - CEO Walmart USA
#movimentogeramovimento
Fred Alecrim