… e onde isso se perdeu?
Talvez a resposta não esteja no mundo, talvez esteja no afastamento de nós mesmos.
Deixa eu te perguntar, sem pressa para responder. Quando foi a última vez que você esteve realmente presente no que estava vivendo? Não performando, não respondendo no automático, não tentando dar conta de tudo. Presente de verdade.
Na semana passada eu trouxe uma provocação que não sai da cabeça. O ser humano morreu… ou só desaprendeu a ser? E, quanto mais eu observo o que está acontecendo ao nosso redor, mais parece que a gente não perdeu a essência. A gente se afastou dela.
Ser humano nunca foi sobre fazer mais. A gente que transformou nisso. Ser humano, no meu ponto de vista, é perceber o que sente, escolher com consciência, agir com coerência e se relacionar de forma real. Parece básico. E é. Mas então por que ficou tão difícil?
Em algum momento, sem perceber, a gente começou a trocar presença por performance. A viver mais para fora do que para dentro. A medir a vida por comparação, não por consciência. E isso não veio como uma imposição clara. Veio como um movimento silencioso, quase imperceptível. Quando a gente percebe, já está dentro.
E aqui entra um ponto importante. Hoje a cobrança não vem só de fora. Ela mora dentro. Você se exige, você se compara, você acelera. E essa aceleração passa a parecer normal. Só que não é neutra. Ela vai afastando você de você.
Ao mesmo tempo, tudo ao nosso redor muda rápido demais. Relações mudam, referências mudam, identidades mudam. Parar, nesse cenário, parece risco. Parece atraso. E aí a gente segue. Rápido. Sempre rápido. Mas para onde?
Percebe o que está acontecendo aqui?
A pergunta deixou de ser sobre o mundo. Ela voltou a ser sobre a gente.
Em que momento você começou a se afastar de você mesmo? Foi quando começou a priorizar o que os outros esperavam? Foi quando deixou de ouvir o que sentia? Foi quando começou a agir mais por reação do que por escolha?
Não é uma pergunta para gerar culpa. É uma pergunta para gerar consciência.
Porque, no fim, talvez o ser humano não tenha morrido. Talvez ele esteja soterrado por camadas de pressa, comparação e excesso. E o caminho não é criar algo novo. É voltar.
Voltar a perceber. Voltar a escolher. Voltar a agir com coerência.
E eu sei, não é simples. Mas deixa eu te provocar mais uma vez.
O que, hoje, você pode fazer para se aproximar um pouco mais de você?
Não amanhã. Hoje.
Porque é assim que o movimento começa. Pequeno, consciente, real.
E, quando começa, ele puxa o resto.
Quer continuar desenvolvendo essa ideia comigo?
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