E não tem a ver com a próxima tendência, com a nova ferramenta ou com o que o algoritmo está pedindo.
Tem a ver com a forma como nos relacionamos com pessoas, com marcas, com ideias.
A lógica antiga era simples: manda uma mensagem forte, empurra um produto, alcança uma meta.
Mas o mundo mudou. E as pessoas também.
Empresas do futuro não são palcos. São pontos de encontro.”
Hoje, quem cresce é quem cria lugar de verdade.
Lugar pra escutar, pra trocar, pra construir junto.
Lugar onde não tem plateia, tem roda.
Onde não tem script, tem escuta.
Já falei isso antes e continuo acreditando:
Negócios podem e devem ser bons pro mundo e pras pessoas.
Cliente é gente. Gente que sente, escolhe, compartilha, ignora, retorna quando sente que tem valor e vínculo.
E o mais louco é que isso já está acontecendo. Mesmo que muita gente ainda esteja presa no modelo antigo.
“Quem trata gente como dado, nunca vai gerar vínculo real.”
Quer exemplos?
A marca de cosméticos Sallve construiu uma comunidade antes mesmo de lançar seus produtos. Criaram um lugar seguro pras pessoas opinarem, testarem e até criticarem. Resultado? Uma base fiel, apaixonada e ativa. Eles não venderam um produto. Convidaram pra fazer parte da criação.
A Feira Preta, idealizada pela Adriana Barbosa, é mais do que um evento. É um movimento que acolhe, fortalece e celebra a potência do empreendedorismo negro. Não é só sobre expositores. É sobre pertencimento, visibilidade e orgulho. Eles não montam estandes. Eles abrem caminhos.
A marca Patagonia já devolveu parte de seu lucro pra ações ambientais. Cada compra vira um ato político. Eles não estão vendendo jaquetas. Estão cultivando um estilo de vida alinhado com valores profundos.
Percebe o padrão?
Não é sobre oferecer mais. É sobre pertencer junto.
Não é sobre dominar. É sobre hospedar com intenção.
“Experiências incríveis criam conexões inesquecíveis.”
A gente precisa parar de tratar pessoas como leads, público-alvo ou usuários.
Quem trata gente como dado nunca vai gerar vínculo real.
Empresas do futuro não são palcos. São pontos de encontro. Pontos de vida!
Você não precisa montar uma mega estrutura. Precisa montar sentido.
Precisa criar um espaço onde as pessoas se sintam vistas, ouvidas e principalmente envolvidas.
Aliás, isso vale pra tudo.
Se você lidera, ensina, empreende ou comunica, está criando um ambiente. Está sendo anfitrião de algo maior do que você mesmo.
E aí te pergunto:
Você está vendendo ou está convidando?
Está impondo ou está recebendo?
Está mandando mensagens ou criando conversas?
Porque no fim, a experiência que você cria define o legado que você deixa.
Eu acredito e já vi isso acontecer muitas vezes. Experiências incríveis criam conexões inesquecíveis.
E onde tem conexão, tem movimento.
E onde tem movimento, tem transformação.
Se posso te deixar com uma provocação, é essa:
O quanto do que você faz está realmente criando espaço pra algo novo nascer?
Esse é o papel de quem quer somar.
E como a gente sempre diz por aqui: soma ou some.